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Segunda-feira, Fevereiro 06, 2012

Moraes Moreira e o problema da música do Carnaval


por James Martins
Quando ‘Toda Boa’, do Psirico, ganhou a ‘Música do Carnaval’ quase assistimos a um enfarto de Bell Marques. O barbudo do Chiclete brigou até o fim pela sua ‘A Fila Andou’. Mas não teve jeito, foi a primeira vez que a fila desandou e um pagode ganhou o prêmio: era 2008. Já no ano passado eu avisei aqui mesmo, com antecedência: ‘Mulher Maravilha vai ganhar por W.O.’. E ganhou. E nem Bell, nem Cláudia Leitte, nem Ivete Sangalo... ninguém nem ligou. Ora, por quê? Simples: faz tempo que a música deixou de ser o foco dos grandes artistas-empresários do carnaval baiano. Bell ocupado demais em criar barba para vender à Gillette, Cláudia Leitte com imitar Ivete, Ivete vendendo de tudo: desde passagem aérea até chinelo, passando por boneca, caldo de galinha, móveis, imóveis, o diabo! Enfim, música que é bom, nada. A aridez da Axé Music é coisa para alimentar três desertos. E por falar em deserto, no último sábado (4), aproveitei as ruas esvaziadas pela greve da polícia militar e fui passear com Lelê: uma delícia. O Porto da Barra limpo, as ruas tranqüilas, o trânsito leve. À noite fomos até o Clube Fantoches (2 de Julho) para o ‘Moraes Carnaval Moreira’, o ensaio de verão do grande cantor e compositor baiano que é, entre outras coisas, o primeiro vocalista de trio elétrico da história. Lá estava Moraes acompanhado de sua banda, de suas canções, do genial Davi (filho e parceiro), de Pepeu Gomes (convidado especial) e de uma multidão de fãs, inclusive nós. O show foi ótimo, mas não é isso o que eu quero dizer. Eis o que quero dizer: Moraes Moreira lançou duas novas canções feitas para a festa deste ano, ‘Raças e Religiões’ (uma típica marcha-frevo das suas) e ‘Feito Jorge Ser Amado’ (um samba em homenagem ao escritor que completaria 100 anos neste 2012). Duas! Pois bem, sabem o que vai acontecer? Nada.
 
Basta lembrar, querido leitor, que no ano passado Moraes também lançou música feita para o carnaval, ‘Bahia Você é Minha Porra’, e que você já esqueceu, se é que ouviu. Basta lembrar ainda que no ano anterior (2010), pelos 60 anos do Trio Elétrico, ele lançou outras duas músicas que, além da evidente alegria que legaram à sua elegante e animada pipoca (inclusive nós), passaram quase despercebidas. E novamente eu pergunto: por quê? E novamente respondo: porque não tocam. Nem no rádio, nem na tevê, nem nos outros trios, nem em lugar nenhum desse deserto sitiado e loteado. As composições dele, por isso mesmo, nem sequer são mencionadas para o concurso (bastante desmoralizado, é verdade) que escolhe o melhor da folia. Sinceramente, acho que Moraes Moreira já não precisa provar nada a ninguém. Acontece que este total descaso para com as suas músicas é que prova (involuntariamente) a incompetência dessa renca toda (o Word sugeriu que a palavra ‘renca’ é um erro e que pode ser substituída por ‘renda’: programinha esperto). É como se houvesse uma bolha que isola não apenas alguns do lado de fora, mas também todo mundo do lado de dentro. E um lado só existe por causa do outro lado. Aliás, a Bahia é a terra, tradicionalmente, onde todos os lados são um lado só. E o carnaval era para ser a radicalização dessa tendência. Mas os radialistas não se dão nem ao trabalho de tocar as “outras” músicas, só as mesmas. Mesmo que essas mesmas não consigam tocar ninguém, nem mesmo aos chicleteiros mais mastigados. Lastimável. Porém, na minha opinião, o pior mesmo é a postura dos artistas. Já que no carnaval a prática (que eu adoro) é todo mundo cantar a música de todo mundo, porque é que Durval, Márcio Victor, Tomate e companhia não cantam as músicas de Moraes Moreira? Será que não conhecem? Se é isso, Lelê e eu vamos levá-los ao próximo ensaio, dia 11 (sábado), no mesmo bat-local. Ou será que acham as músicas ruins? Ou será que acham as músicas boas demais? O que será que será? São perguntas que faço, sem achar resposta.
 
A verdade é que essa postura é deveras representativa dos males que acometem a nossa cidade e a sua festa maior. Esse ensimesmamento abominável, essa separação imbecil, o comercialismo desvairado, essa pressa, esse papo torto de segmentação e universo paralelo. E pensar que o lema do carnaval já foi “pode misturar”. Quero alhos e bugalhos. Houve quando uma música do Chiclete com Banana (o próprio nome da banda vem de um sucesso de Jackson do Pandeiro que fala de mistura) tirava onda com um sujeito cri-cri que não “dança[va] uma lambada, só valsa de Strauss”. Eu, que ganhei vários concursos de lambada na infância, adorava. Mas hoje, quando dizer Strauss dentro da corda do Camaleão é como falar alemão, fico achando que essa lambada de serpente que morde o próprio rabo tá precisando dar uma folga e uma folgada. Não basta ter o FatBoy Slim em cima do trio, é preciso romper as cordas, as barreiras, as blindagens, os coletes à prova de balas que nos desunem o ano inteiro. Acabar com esse papo de alternativo: a gente nasceu aqui, minha gente. Não adianta baixar as cordas em um dia numa mal arranjada ação de marketing que só indica desespero. É preciso também fazer música. Música no sentido de arte, como Bell já fez tão bem, lembram? “A Praça Castro Alves é do povo. / Mas Kilkerry da Rua do Cabeça / já dizia: Olhos novos para o novo”, no refrão do super paulista Augusto de Campos. “O antigo que foi novo é tão novo quanto o mais novo novo”, do mesmo. E por falar em trio sem corda, isso Moraes Moreira, Armandinho, Dodô e Osmar já fazem há séculos. Parece mesmo que o destino dos Bells Marques tornou-se correr atrás, na retaguarda. Assim sendo, que pelo menos tirem as músicas novas do eternamente novo e baiano para tocar este ano. Nem que seja como mais um drible de marketing. O que não dá é continuar como está, essa auto-suficiência cada vez mais insuficiente. Já que em 2012 o mundo se acaba, que a gente comece refazendo o nosso carnaval em cada esquina, de Ubarana a Amaralina que alucina a multidão

Sexta-feira, Janeiro 06, 2012

Compositores de 'Ai, Se Eu Te Pego' devem faturar R$ 3 milhões com hit, dizem especialistas

“Nem Teló tinha como imaginar esse sucesso! Depois de três anos de criada, a música ganhar o mundo inteiro”, diz o advogado e professor de inglês feirense Antonio Dyggs, 28 anos, um dos criadores do megahit, ao lado da animadora Sharon Acioly, 41, carioca nascida nos EUA e que mora há 15 anos em Porto Seguro. É, a música ganhou o mundo na voz do paranaense Michel Teló, 30, mas nasceu aqui.

Axé Moi 
“Quando o vídeo do Teló bateu 1 milhão de acessos em uma semana, sabia que ia ser hit nacional”, afirma Sharon. A certeza é baseada na sua experiência com a Dança do Quadrado, hit nacional da web e das festinhas, em 2008, também de sua autoria.

Antes de chegar a Feira de Santana, onde ganhou sua versão atual, “a pegada” era gritada por Sharon, em ritmo de funk, no palco da barraca de praia Axé Moi, pelo qual era responsável até pouco tempo. Ela  criou o sistema de entretenimento que se firmou em Porto Seguro, com palco e programação de  música, dança e brincadeiras.

Foi lá, em 2008, que Dyggs  ouviu o refrão. “Já em Feira, me veio a ideia de usar para fazer um forró”, explica o compositor. Dito e feito, ele entrou em contato com Sharon, ela gostou da nova música, e eles firmaram a parceria.  
Dono da casa de shows Kabana’s, em Feira, ele testou a música com a banda de forró que empresaria, a Meninos do Seu Zé. “Ai, Se Eu Te Pego já era sucesso em Feira e nas cidades da  região desde 2009. Todo mundo tinha no toque do celular”, diz, entusiasmado,  o orgulhoso ‘pai’.

Só em 2010 a música chegou à banda de forró soteropolitana Cangaia de Jegue. “Eles pediram para gravar a música, e a gente liberou”, conta Dyggs. Com a Cangaia, a música torna-se conhecida na capital, mas só pegou no Brasil - e no mundo - com Michel Teló.

Hebraico
“Mandei essa música pra muita gente, e recebi muita porta na cara. Mas o Teló entendeu bem o que a gente queria”, recorda Dyggs. O sertanejo pop ouviu o forró por acaso, em Cruz das Almas, quando uma moça da produção passou cantarolando. Procurou saber de quem era, e chegou à dupla. 
“Teló  é uma pessoa incrível. Entrou em contato, gravou a música, e está dando uma impulsionada violenta na nossa carreira”, elogia Sharon. O paranaense levou os dois e a Meninos do Seu Zé para São Paulo, no lançamento de sua versão sertaneja - e mais acelerada da música-, quando se conheceram pessoalmente.

Sucesso no Brasil, a escalada mundial começou com superestrelas do esporte, como o jogador de futebol português Cristiano Ronaldo, o tenista espanhol Rafael Nadal e o brasileiro Nenê e outros jogadores de basquete do Denver Nuggets, da NBA. Foi só “os caras” aparecerem fazendo a dancinha da música em comemorações, que Teló “pegou o mundo de jeito”.

A partir daí, foi um avalanche de versões e repercussões. No YouTube, já tem gente cantando em idiomas como  o inglês, o polonês, o grego, o holandês e o hebraico. Matéria na conceituada revista americana Forbes e capa da Época...  Vídeo de soldados israelenses dançando... E Bruno Medina, da Los Hermanos, polemizando, ao ironizar o sucesso...

R$ 1,5 milhão
Com todo o Verão brasileiro - e o mundo - pela frente, Ai, Se Eu Te Pego ainda deve dar muito pano pra manga. Mas o  que todos querem saber agora  é quanto os criadores baianos do sucesso - que detêm o controle total da música, decidindo sobre cada novo passo da canção - vão embolsar.

Segundo informações de profissionais do meio musical, só com a execução no Brasil, nos últimos seis meses, Antonio Dyggs e Sharon Acioly ganharam R$ 240 mil, cada. No fim de tudo, quando o “bicho pegar” mesmo, em escala planetária, será em torno de R$ 1,5 milhão, no bolso de cada um. “Digamos que a gente tá confortável”, responderam  quando perguntados sobre cifr
as. Haja conforto!

Terça-feira, Janeiro 03, 2012

A HISTÓRIA POR TRÁS DO HIT AI SE EU TE PEGO DE MICHEL TELÓ


Banda Cangaia de Jegue, primeira a gravar a música, diz que não ter ciúmes do sucesso de Teló

Conhecido internacionalmente, o refrão-grude do hit "Ai se Eu te Pego" tem nome, sobrenome e razão de ser. A música, sucesso sem fronteiras na voz do paranaense Michel Teló, nasceu em 2008 e tem raízes fincadas, quem diria, no funk: a baiana Sharon assina a canção, que foi executada pela primeira vez em Eunápolis, no interior da Bahia. 

Quem conta a história de "Ai Se eu Te Pego" é o cantor Norberto, da Cangaia de Jegue - grupo que estorou o hit a nível local. " A primeira versão da música era um funk, lançado por Sharon, que assina a letra. Conheci em 2009, já que fui um dos dançarinos do grupo dela", conta em entrevista ao iBahia." Antônio Dyggs é responsável pela versão forró. Ele pegou o refrão e adaptou pro ritmo em que hoje é conhecida", relata.

No atual formato, a música foi parar, em meados de 2009, na voz de Norberto. "Experimentamos em diversos shows, e resolvemos gravar. Como já conhecia tanto Sharon quanto Dyggs, já que tocamos na fazenda dele algumas vezes, não pagamos nada pelo direito de executar a música", diz. O sucesso de "Ai se Eu te Pego" veio atrelado à dancinha típica, também protagonizada pelo Cangaia e seus dançarinos nas apresentações. "Acho que o refrão fácil, a dancinha, o ritmo, tudo contribui para a popularização da música", conta o vocalista do grupo
Michel Teló e o Hit
Não foge do normal dois artistas gravarem o mesmo hit e fazerem sucesso. Mas, como Michel Teló e Cangaia de Jegue trabalharam a música mais ou menos na mesma época, fica a dúvida: a maior repercussão na voz de Teló, que gravou um ano e meio depois do Cangaia, causou ciúmes no grupo baiano? Segundo Noberto, a resposta é não. "Houve um investimento absurdo do Teló nesse hit. Por trás dele há uma gravadora, contratos com grandes mídias e um esquema muito pesado de divulgação. É um dinheiro que a Cangaia não tinha para investir. Então, é mérito dele todo sucesso que fez", explica. Sem dores de cotovelo, Norberto sabe reconhecer a participação da Cangaia na popularização da música. "Somos responsáveis pelo estouro a nível local. Na Bahia e em alguns estados do Nordeste, as pessoas associam o hit ao nosso grupo", conta. 

E pra provar que o mercado da música é mesmo algo complicado, a Cangaia de Jegue confirma que o fato de Teló ter feito sucesso com o hit, mesmo tendo sido antes gravado por eles, ajudou a alavancar a banda. "No Youtube, nosso vídeo já tem mais de 3 milhões de visualizações. Quando as pessoas assistem o Teló, vêem nos vídeos associados e ficam curiosos para conhecer nossa versão", conta. Contrato com gravadora, música na voz de outros cantores nacionais e gravação de novo disco estão nos planos do grupo baiano. " Guilherme e Santiago querem gravar uma de nossas músicas. Quanto ao novo CD, estamos gravando, e deve ser lançado pela Som Livre em março deste ano", diz. Shows no eixo Rio-São Paulo também estão sendo negociados pela produção da banda. Por enquanto, os meninos tem apresentações agendadas para o dia 7, em Brumado, e 14, em Madre de Deus, interior da Bahia. 

"Ai Se eu Te Pego" versão Cangaia de Jegue:



Domingo, Dezembro 25, 2011

Venda de música brasileira em formato digital dobra com o lançamento da iTunes Store


Dentro do catálogo da ONErpm no iTunes, há nomes populares como Chitãozinho & Xororó e Erasmo Carlos, mas também da cena independente, como Kassin, EDINEIA MACEDO,Karina Buhr e Autoramas, entre outros. Inaugurando com um catálogo de 20 milhões de títulos no Brasil, a Apple promete que a nossa versão da iTunes Store será bem completa, contando com acordos com as grandes gravadoras nacionais e selos independentes. Ivete Sangalo, Marisa Monte,Edinéia Macedo e a estreia digital do catálogo de Roberto Carlos estão entre os destaques citados pelo comunicado de lançamento divulgado pela empresa.
http://itunes.apple.com/br/album/edineia-macedo/id489567774

Quarta-feira, Novembro 02, 2011

Edineia Macedo conquista o Brasil


Edineia Macedo assina com Radar Records e conquista o Brasil

Edineia Macedo chegou de mansinho. Vinda lá de Mutuípe (BA), ela e conseguiu conquistar o Brasil. Isso mesmo. Quem duvidar, pode sair por aí, em qualquer praça do território nacional e questionar as pessoas na rua. Quem não conhece o hit Garota na Chuva?

Sua história começou quando apareceu no Programa Eliana (SBT). Logo após, o jornalista Zeca Camargo, apresentador do Fantástico (Globo), levantou a bola da cantora em seu blog no portal G1. Quem chutou e fez o gol foi o programa Pânico (Rede TV). A atração percebeu que Edineia tinha talento e fez um reality show sobre a vida da cantora – a apresentando até ao produtor Franco Scornavacca. Após ajudar o programa a conquistar alguns pontos no Ibope, ela resolveu seguir seu caminho e respirar novos ares. Para isso, Edineia contou com a ajuda de sua família e de seu empresário, Carlos Amorim.

Nessa nova fase, a artista conseguiu silenciar a todos os apresentadores e produtores de TV que a ridicularizaram em rede nacional ao lançar o CD Uma Pop Star, que sai em parceria com a Radar Records. Carlos Amorim adotou a estrela e a lapidou, feito um diamante bruto. Corrigiu concordâncias verbais de suas letras, teve o cuidado de modificar arranjos - sem perder as características originais da artista - e, ainda por cima, fechou apresentações em programas de TV de grande audiência.

O álbum Uma Pop Star sai com 13 músicas que marcaram a trajetória regional de Edineia (que antes de aparecer para o Brasil todo, mantinha uma promissora carreira na Bahia). O carro chefe do disco é o hino Garota na Chuva, que demonstra o talento de compositora de Edineia, responsável por criar um refrão que gruda na cabeça do ouvinte logo na primeira audição. A faixa tem potencial para ser o hit do verão no carnaval de Salvador (BA). Outras boas canções com cara de sucesso são Deusa do Amor, Deusa do Amor, Estrela de Hollywood, Coração de Vidro, Pretinho Toda Pop.

E se depender do êxito que Edineia atingiu na internet, sua carreira promete. Afinal, ela foi um dos assuntos mais falados no Twitter no mês de setembro, ficando por quase três dias nos Trend Topics nacionais. Seu primeiro clipe, Garota na Chuva, gravado em uma cachoeira, recebe a média de 50 mil visualizações diárias, cravando a impressionante marca de 3 milhões de views no YouTube. Fora isso, há probabilidade de que em breve Edineia possa expandir suas atuações no mundo artístico e se apresentar em uma peça teatral. Seu manager, Carlos Amorim estuda essa possibilidade e garante que as chances para isso se tornar realidade são imensas – com tanto que não a atrapalhe em sua disputada agenda de shows.

Para ouvir Edineia Macedo
Twitter oficial: www.twitter.com/EdineiaMacedo

Contato para shows:
Carlos Amorim Produções
(75) 9189-5842
amorimprod@hotmail.com

Quarta-feira, Setembro 28, 2011

Edinéia Macedo Já é sucesso no Brasil


Natural de Mutuípe (BA), a cantora Edineia Macedo é, sem dúvida, o grande meme do momento na internet. Seu vídeo “Garota na Chuva” alcançou a incrível marca de 500 mil visualizações espontâneas no YouTube em pouco mais de uma semana. E assim, despertou o interesse da mídia em geral. Em seu blog no portal G1, Zeca Camargo escreveu dois textos a respeito dela.
O programa Pânico na TV, por sua vez, foi até a cidade natal de Edineia fazer uma matéria especial. Embora o humorístico tenha a fama de ser rude nas abordagens, dessa vez a equipe liderada por Sabrina Sato seguiu uma linha menos grosseira (ainda assim sensacionalista). Dessa forma, na matéria, pouco foi citado a respeito da aparência exótica da cantora e não aconteceram avaliações de seu trabalho.
Pelo contrário. Inacreditavelmente, o Pânico cedeu espaço para Edineia comentar a própria carreira. E como a entrevista foi um sucesso entre os telespectadores, a atração liderada por Emílio Surita continuará explorando a história da artista nos próximos domingos, com uma campanha que visa ajudar a moça a realizar o sonho de se tornar uma popstar em nível nacional.
O que não será simples, já que memes têm vida curta. Vide o caso recente da Banda Mais Bonita da Cidade, que apesar de continuar na ativa, já não atrai tanto a atenção da mídia. Porém, Edinéia tem um plano de carreira. Empresariada por Carlos Amorim, a cantora e compositora tem figurado em cadernos de cultura, programas de auditório e de rádio do Sul e do Sudeste, regiões onde ela pretende excursionar e atingir a fama. Sua superexposição na mídia garantiu até mesmo um dueto com Ivete Sangalo, que será lançado ainda esse mês.
Não existe fórmula para esse sucesso. Edineia atingiu êxito por meio de uma música despretensiosa e interessante. Com 8 Cds lançados e um DVD (Uma Pop Star), a artista tem utilizado as oportunidades recentes para superar o prazo de validade de um viral internético e finalmente deixar de ser conhecida apenas regionalmente. Mesmo que não consiga, um grande feito ela já tem no currículo: emplacar a música “Garota na Chuva” como o hit do mês de agosto de 2011. E o melhor: tudo isso de forma espontânea, sem pagamento de jabá ou plano de marketing por trás.
(Por Helder Maldonado)

Segunda-feira, Agosto 29, 2011

A pop star Edineia macedo deixa o Global Zeca Camargo sem palavras



seg, 29/08/11
por Zeca Camargo |
categoria Todas

A pergunta que uso para o título do post de hoje foi enviada pela Bruna, em um dos mais de cem comentários inspirados pelos clipes de Edinéia Macedo – meu tema da última quinta-feira.Entre tantas – e tão, hum, apaixonadas – opiniões que a nova “muzá” do pop brasileiro provocou neste espaço, achei que a da Bruna trazia a melhor colocação retórica. Afinal, depois de assistir aos vídeos de “Garota na chuva” (fui só eu que fiquei com esse refrão na cabeça durante todo o fim-de-semana?) e o tal “Clipe 6” (o da escola!), nada mais natural do que fazer uma exame de consciência e tentar tirar, de um questionamento pessoal, uma explicação para um comportamento universal.

Muita teoria para um assunto tão banal? Bem, espero que você já tenha acostumado com a teimosa tendência deste blog – que, daqui a um mês completa cinco anos – de tratar qualquer tópico da cultura pop com “seriedade”, seja Rebecca Black, Radiohead, “Magali dançando no Largo da Carioca”, “Se beber não case”, “A árvore da vida”, Adele, “Capitu”, novela das 9h, Paul Auster, Homem-aranha, Stephany, Beyoncé! Por isso, quando recebi os links dessas duas músicas de Edinéia, tremi!

Estaria eu à altura de discutir um novo fenômeno pop como esse – sem nenhum viés, sem nenhum preconceito, sem usar um juízo de valor? Não estava seguro, e por isso mesmo, pedi sua ajuda. Queria saber a sua reação a esse, digamos, produto cultural. Preferi colecionar opiniões variadas para só então me expressar. Sabia que poderia contar com os olhares astutos – e as opiniões afiadas – de quem passa por aqui. E não me decepcionei.

A Andrea, conterrânea baiana da cantora, mandou: “Aqui em Salvador Edinéia é sucesso, ainda mais depois de descobrirmos que ela é de Mutuípe/BA, terra de vários colegas de trabalho” (Andrea ainda me ofereceu uma entrevista exclusiva com Edinéia – que estou ainda ponderando). A Gabriela Lima, discorrendo sobre as possibilidades infinitas dessa ferramenta chamada internet colocou: “Diante destes vídeos fiquei pensando, será que as pessoas realmente não sabem como utilizá-la ou nós que ditamos que o uso com o qual algumas pessoas o fazem é errôneo?”. Numa provocação, digamos, mais “pessoal”, Adriano Mazzon evocou ninguém menos do que Ivete Sangalo e Cláudia Leitte para colocar Edinéia nas alturas: “Porém, uma diferença teria a autora de ‘Cantando (sic) na Chuva’ das duas musas do Axé: a primeira possui personalidade, o que é elementar num artista” – foi isso mesmo, né Adriano? O George Luiz também partiu para a provocação, mas de um outro ângulo: “Pessoas fazem arte ridícula para ser contemplada por outras pessoas ridículas. Esse é ponto ruim da net: é aberta a todos, até para quem não deveria. Ou será que isso também é um ponto bom?”. Ainda mais radical, Giovanni levanta a bandeira do preconceito, e argumenta: “O Brasil é, sem dúvida, um dos países com a maior diversidade cultural do planeta. Quem não consegue viver com isso, não deveria se dizer brasileiro”.

Teve gente que, como a Marina, reconheceu em Edinéia um talento a ser lapidado: “Eu já tinha visto este vídeo e hoje dei risada novamente, eu achei que a voz não é tão má, precisa de muita produção ali”. Com o que eu desconfio ser uma pitada de ironia, Tede Sampaio escreveu: “(Ela) pode até não seguir os padrões que a música dita de boa qualidade prega, mas ninguém pode discordar que essa garota tem força de vontade”. Mas muita gente também simplesmente reprovou a tentativa da baiana de buscar o estrelato, como a Cinthia Carvaho que, depois de concordar comigo com relação à capacidade incrível dela e de suas bailarinas não escorregarem na pedra lisa e molhada, declarou: “Eu senti vergonha por ela”. E a Dani, sem esperanças, pediu: “Edinéia agora é pop star. Oremos”…

Mas mais interessante do que julgar o que estamos vendo – no caso, alguns clipes toscos de músicas que esboçam uma possibilidade de fazer sucesso pop na voz de uma garota (na chuva!) que parece ter mais perseverança do que talento – a discussão que eu queria provocar era outra. E a Bruna, com sua pergunta, acertou em cheio: o que será que move as pessoas a tal?

De fato, o que mais me chama a atenção na “saga Edinéia” é a vontade de se exibir – de procurar uma platéia. Sei bem que, como pessoa pública, que apresenta um dos programas mais populares da televisão brasileira, eu talvez tenha um viés para entrar nessa discussão. Mas me dê um desconto e venha refletir comigo: do que as pessoas são capazes para sair do anonimato? Uma artista como Edinéia tem menos valor do que uma cantora superproduzida pela máquina do pop? E ainda, será que somos obrigados a engolir qualquer coisa, simplesmente porque todo mundo está clicando para ver aquilo? São perguntas delicadas de se responder, por isso, vamos tratar delas separadamente – começando pela última.

Como contei no post anterior, recebi os vídeos de Edinéia de uma amiga – e já na condição de “sucesso da internet”. Como confio bastante no gosto – e no humor e na inteligência – dessa amiga, não pensei duas vezes antes de clicar para ver do que se tratava. A primeira coisa que me chamou atenção em “Garota na chuva”, porém, não foi a própria música, mas o número de acessos que ela tinha no Youtube: quase 500 mil! De onde tinham saído todas aquelas pessoas para assistir ao “hit” de Edinéia? Certamente da internet. Mas por que tantos acessos assim? Bem, porque a internet, claro, vive disso. Aborrecidas no escritório onde trabalham ou solitárias de noite em casa na frente de um computador, as pessoas querem não exatamente se informar, mas se divertir – como qualquer piada, por mais sem graça que seja, tivesse o poder de fazê-las sentir mais vivas. E quem sai na frente nessas horas é sempre o riso mais fácil.

Nesse sentido, Edinéia é um prato cheio. A música é simples – o que logo cria uma identificação com quem ouve. As imagens são inesperadas – quem são aquelas pessoas dançando numa cachoeira (e por que elas não conseguem acertar a coreografia)? E todo o “non sense” do clipe te tira do sério e faz você não acreditar no que está vendo. E há ainda mais um elemento hilário: Edinéia é, pelo menos segundo os parâmetros vigentes de estética, uma beleza bem pouco convencional. E pior (ou melhor!): ela se acha bem mais deliciosa do que a maioria das pessoas que a estão assistindo (aliás, ponto para Edinéia, por sua auto-estima!). Inevitavelmente a primeira reação é o riso – e com ele vem a vontade de dividir essa risada com alguém. Pronto – aí está a receita de mais um sucesso viral!

É essa necessidade de detectar e dividir algo engraçado que nos torna presas fáceis de “mini fenômenos” como esse – e do “vlog do Fernando”, do menino dos mamilos, da dança do quadrado (e pode acrescentar o seu viral favorito aqui). Eu até poderia questionar aqui porque vídeos que não são “engraçadinhos” não têm o mesmo impacto (ou dia mesmo, quando falei dos 20 anos de “Nevermind” LINK PARA POST DE 18de08de11, recebi um monte de sugestões de boas músicas e novas bandas… por que eles não “viram virais”?), mas o que é mais interessante assinalar é que essas coisas são passageiras, porque nosso apetite de internauta não tolera a monotonia. Passada a “febre” de ver Edinéia, quem vai realmente se interessar pela carreira dela? (Ok, aceito o argumento de que “Menino sexy” , o primeiro clipe de Stefhany na sua fase “profissional”, tem quase um milhão e meio de cliques, mas qual refrão vem primeiro na sua cabeça, esse ou o de “Absoluta”?). A resposta para essa pergunta, claro, pouco importa – quando Edinéia estiver preparando seu próximo passo, nós certamente já vamos estar rindo de outra coisa…

Agora, que valor artístico tem Edinéia? Depende de quais critérios você quiser usar para julgar. Não sei se teria a ousadia do Adriano (citado acima) de cutucar fãs de artistas tão queridos – e competentes – como Ivete e “Claudinha”. Esse tipo de comparação, a meu ver, não leva a nada e despreza justamente o ponto de vista mais importante num debate como esse – o de avaliar cada artista pelo que ele é. O mais interessante aí é ver a dimensão que esse artista tem – e se ele está conseguindo falar com um grupo razoável de pessoas.

Para isso, faço uma pausa para divulgação – que, a princípio vai parecer gratuita, mas você já vai entender que não é. Anos atrás, fui a um curso sobre Fernando Pessoa, dado por um músico e poeta extremamente respeitado. As palestras eram brilhantes – e cumpriam a missão que uma boa aula sempre deve ter: a de nos fazer interessar por um assunto que talvez achássemos que conhecíamos. Não vou aqui descrever os pontos altos desse encontro, mas me lembrei dele apenas por uma passagem em que o nosso “mestre” fazia uma relação entre a poesia que uma menina adolescente escrevia em seu diário e os versos incomparavelmente mais universais de Pessoa. Será que o poema da menina não tinha valor algum? Claro que tinha, argumentava nosso palestrante – mas só para a garota que o escrevia. O que acontece com uma grande obra de arte (isto é, com um poema de Pessoa, por exemplo) é que aquilo tem um significado fortíssimo não só para o autor, mas também para uma legião de pessoas que se depara com ela. Assim, quando mais poderosa a arte, mais fundo ela vai falar com todos os seres humanos – já que arte é, ninguém duvida, uma das mais nobres características que nos torna justamente humanos.

Voltando a Edinéia, evidentemente ela está bem mais para o diário da menina do que para Fernando Pessoa. Mas, usando a mesma analogia, seu “diário” não está exatamente escondido numa gaveta trancada, sem ninguém poder ler. Pelo contrário, pelo menos meio milhão de pessoas já foi conferir o que Edinéia tem para dizer – para cantar, para dançar… E isso empresta uma certa relevância a ela. Sei que número de acessos na internet não é tudo (ainda não me conformo de “Friday” ter tido muito mais cliques que “Judas”!), mas o Youtube, se não é um bom parâmetro de qualidade, pelo menos serve para nos dar a dimensão de quantas pessoas ficaram interessadas em conferir aquele trabalho. “Garota na chuva” pode não traduzir a fina flor do seu gosto, cultivado no melhor da MPB – mas não precisa brigar com quem gosta de assisti-lo uma, duas, cem vezes.

E agora nos resta só mais uma pergunta para responder –aquela: “do que as pessoas são capazes para sair do anonimato?”. Bem, essa é fácil: são capazes de tudo – absolutamente tudo. Eu não tenho nenhuma dúvida disso, e quis justamente terminar o post de hoje com essa mensagem simples. Nós vivemos uma adorável era de “vale tudo” – e quem ainda tem problemas com isso, é melhor nem imaginar como vai ser o nosso futuro…

Aliás, por falar nele, eu vou hoje conferir uma nova – ou melhor, uma revisitada – versão sobre ele que essa semana chegou aos cinemas por aqui. Acho que você desconfia do que eu estou falando – mas se quiser ter certeza, volte aqui na quinta, pois quero justamente escrever sobre esse filme.

O refrão nosso de cada dia

“Vamos falar do norte”, Bando de Tangarás – vou pedir ajuda aos Tangarás para brincar mais um pouco com seus critérios para julgar o que é “bom” e o que é “ruim”. Eu sou fã dessa música, registrada aqui no que eu costumo brincar que é o “primeiro” videoclipe brasileiro. E que, por isso mesmo, é bem tosco. Mas será que você vai usar apenas o critério estético para julgar essa pérola? Se você sabe a história do Bando de Tangarás, está, claro, fora da brincadeira. Mas quem está sendo apresentado a ele pela primeira vez, ouça tudo primeiro, formule uma opinião – e só depois dá uma pesquisada na internet sobre quem são essas “figuras” (especialmente um certo tipo curioso, de chapéu largo e violão branco, no alto à esquerda…). De minha parte, fã que sou dos Tangarás, quero apenas deixar registrado que, mais sensacional que o próprio refrão (Quando nós saímos do Norte/ Foi pra no mundo mostrar / Como canta aqui nesta terra / Um bando de tangarás), é o “ai” que o cantor solta cada vez antes de cantá-lo…

Eu não sei o que dizer sobre isso

qui, 25/08/11
por Zeca Camargo |
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Eis que, depois de quase cinco anos de blog, eu me encontro sem palavras.

Ontem recebi um email de uma amiga “apresentando” essa “nova pop star”. A mensagem vinha apenas com dois links – um para a música “Garota na chuva”, e outro para algo enigmaticamente batizado de “Clipe 6” – se bem que eu arriscaria dizer que a música se chama “Adímirador” (com essa grafia mesmo), ou até, na sua versão mais longa “Eu vi sua foto dentro do diário”. E minha amiga me desafiava a escolher qual dos dois vídeos era o, hum, melhor.

Repito, eu fiquei sem palavras – e peço sua ajuda. Não para eleger o melhor – acho que fico com “Garota na chuva”, pelo inegável charme da troca de sílabas tônicas (musa vira “muzá”; folhas, “folhás”) e pelo esforço sobre-humano da cantora e das bailarinas de dançar uma elaborada coreografia em cima de uma pedra de cachoeira por onde a água não para de passar (até o Homem-aranha escorregaria ali – como elas conseguem?). Enfim, não quero abrir uma competição vazia entre um clipe ou outro, mas sim te desafiar a fazer algum comentário sobre… esse novo fenômeno da internet.

Farei minhas as suas palavras – prometo. Pois depois disso, sinto-me impotente, mudo, sem inspiração – ou, quem sabe, tão embriagado de inspiração que nem sei mais como me expressar. E não vale ligar no número que está junto com esses vídeos – que, numa rápida pesquisa, descobri que é de Mutuípe, interior da Bahia. Queria sua opinião sem interferências externas. Ajude esse formador de opinião a… formar uma opinião.

O refrão nosso de cada dia
“No me castigues”, Catherine
– para não destoar dos vídeos que sugeri acima, aqui vai uma artista que habita este mesmo universo. Ao contrário de “Garota na chuva” e “Clipe 6”, eu acredito em cada palavra que Catherine canta. Isso é que é sofrer por amor! Em tempo: já tentei procurar a letra dessa música nos quatro cantos da internet – sem sucesso. Meu espanhol até que não é ruim, mas não está à altura da interpretação de Catherine. Será que você pode me ajudar nisso também?

Domingo, Agosto 28, 2011

BEYONCE está grávida!

Beyonce só apareceu para o VMAs da MTV como uma convidada muito especial,e la confirmou sua gravidez.

Sábado, Agosto 27, 2011

Pedro Sertanejo o Inventor do Forró pé de serra

Nascido no sertão da Bahia, seguiu para a região sudeste a fim de tentar a carreira artística Em 1946 mudou para São Paulo. Seu pai Aureliano foi um grande mestre sanfoneiro na cidade de Euclides da Cunha, próxima da região de Canudos, Bahia. Pedro Sertanejo é pai de Osvaldinho do Acordeom.
Em 1956 realizou a primeira gravação, companhado de seu conjunto, pela Copacabana, interpretando o xote "Roseira do Norte" de sua autoria e Zé Gonzaga e a polca "Zé Passinho na festa" de sua autoria. Em 1958, já na Todamérica, gravou de sua autoria, o baião "Balaio do norte" e o forró "Forró brejeiro", tocando acordeom. Em 1959 gravou a polca "Euclides da Cunha", de sua autoria, em referência. 
Em 1960 gravou, de sua autoria, o forró "Forró de Aracaju" e o baião "Rancho Velho". Em 1961 foi contratado pela gravadora Continental, que relançou no mesmo ano vários de seus antigos sucessos gravados principalmente na Todamérica, entre os quais a polca "Festa na fazenda" e o xote "Arco-verde", de sua autoria. Ainda no mesmo ano lançou a polca "Bela vista", dele e Pedrinho, e o forró "Forró pernambucano", dele e Bernardo Lima.
Em 1962 passou a gravar na gravadora Caboclo, onde lançou com seu conjunto o forró "Forró alagoano" de sua autoria, o baião "Azulão", dele e Milton Cristofani, e a quadrilha "Festa de São João", de Sertãozinho e Milton Cristofani, entre outras composições. Em 1963 gravou de sua autoria o forró "Sete punhá" e o chamego "Chuliado da vovó", de Milton José. Em 1964 fundou o selo Cantagalo, dirigindo a gravadora por toda a década de 1960. Nesse período, convidou Dominguinho, então iniciante, a gravar LP destinado ao público migrante nordestino.
Nos anos 1970 gravou diversos LPs pela gravadora Continental, entre os quais "Forró brejeiro", "Visite o Nordeste" e "Sanfoneiro do Norte", sempre cultuando a música de raiz nordestina, especialmente o forró. Apontado por muitos como o iniciador da cultura do forró em São Paulo, ao longo de sua carreira, já lançou mais de 40 discos e compôs cerca de 700 músicas. Criou o Salão Pedro Sertanejo em São Paulo, para a apresentação de show de forró. No fianl dos anos 1990, tinha um programa semanal na Rádio Atual, em São Paulo.


Obra

  • Arco-verde
  • Azulão (c/ Milton Cristofani)
  • Balaio do norte
  • Bela vista (c/ Pedrinho)
  • Boa esperança
  • Campo formoso
  • Coqueiro seco
  • Coração do norte
  • Diabo no forró (c/ Alcina Maria)
  • Euclides da Cunha
  • Festa em Geremoabo
  • Festa na fazenda
  • Forró alagoano
  • Forró brejeiro
  • Forró de Aracaju
  • Forró nordestino
  • Forró pernambucano (c/ Bernardo Lima)
  • Ladeira do sabão
  • O rei do sertão (c/ Milton Quintino)
  • Quadrilha do norte
  • Rancho velho
  • Roseira do norte (c/ Zé Gonzaga)
  • Saudade de Jacobina (c/ Alcina Maria)
  • Sete punhá
  • Zé Passinho na festa
  • Discografia

    • ([S/D]) Forró brejeiro • Continental
    • ([S/D]) Forró de luna • Musicolor • LP
    • ([S/D]) Forró na Casa Grande • Musicolor • LP
    • ([S/D]) Meu sabiá • Musicolor • LP
    • ([S/D]) Na onda do forró • Tropicana • LP
    • ([S/D]) Rato molhado • Musicolor • LP
    • ([S/D]) Sanfoneiro do norte • LP
    • ([S/D]) Sertão brasileiro • Continental • LP
    • ([S/D]) Visite o nordeste • Continental • LP
    • (1963) Sete punhá/Chuliado da vovó • Continental • 78
    • (1963) Roseira do Norte/Zé Passinho na festa • Sabiá • 78
    • (1963) Festa em Geremoabo/Coqueiro seco • Sabiá • 78
    • (1962) Forró alagoano/Azulão • Caboclo • 78
    • (1962) Sanfoneiro do Norte/Limeirinha • Caboclo • 78
    • (1962) Festa de São João/Coração do norte • Caboclo • 78
    • (1961) Festa na fazenda/Arco-verde • Continental • 78
    • (1961) Diabo no forró/Saudade de Jacobina • Continental • 78
    • (1961) Boa Esperança/Ladeira do sabão • Continental • 78
    • (1961) Balaio do norte/Forró brejeiro • Continental • 78
    • (1961) Forró nordestino/Euclides da Cunha • Continental • 78
    • (1961) Campo formoso/Caipirinha • Continental • 78
    • (1961) O rei do sertão/Quadrilha do norte • Continental • 78
    • (1961) Bela vista/Forró pernambucano • Continental • 78
    • (1960) Rancho velho/Forró de Aracajú • Todamérica • 78
    • (1960) Festa na fazenda/Arco-verde • Todamérica • 78
    • (1959) Forró nordestino/Euclides da Cunha • Todamérica • 78
    • (1959) Campo formoso/Caipirinha • Todamérica • 78
    • (1959) Diabo no forró/Saudade de Jacobina • Todamérica • 78
    • (1959) Boa Esperança/Ladeira do sabão • Todamérica • 78
    • (1958) Balaio do norte/Forró brejeiro • Todamérica • 78
    • (1958) O rei do sertão/Quadrilha do norte • Todamérica • 78
    • (1956) Roseira do Norte/Zé Passinho na festa • Copacabana • 78
    • (1956) Festa em Geremoabo/Coqueiro seco • Copacabana • 78
Pedro Sertanejo Visita o Produtor Carlos Amorim em 1996 na cidade de Euclides da Cunha ba.